domingo, abril 03, 2005

A minha escolha

Escolha que, para ser a escolha racional que levaria ao resultado eficiente, deveria ser baseada em mais informação. Mas como falhas de informação são difíceis de evitar e não podem, por essa razão, tirar legitimidade à escolha, cá vai ela.

Cardinal Godfried Danneels

- Uma pessoa moderada que reúne, ao mesmo tempo, algum consenso. Já admitiu a possibilidade de rever algumas posições da Igreja, nomeadamente em relação ao combate à sida. Quer discussão, mas não a todo o custo. Refere sem rancor o período pós-Concílio II do Vaticano, em que de certa forma ainda nos encontramos, como um período de revolução em que o debate ideológico é caótico e fervilhante. A Igreja deve intervir esclarecendo a conformidade de algumas ideias com a fé católica, sem contudo limitar demasiado a liberdade dos teólogos. Reconhece a dificuldade que existe em conseguir-se esse equilíbrio.
- Tem uma visão lúcida do Islão. Sugere despudoradamente mudanças sem ser ofensivo, “puisque tous nous avons le même Père."
- Na actual conjuntura, um papa europeu conseguirá ter mais influência politicamente. Não me agradam as potenciais escolhas politicamente correctas de Rodríguez Maradiaga ou o conservador Francis Arinze. Que mais posso dizer? Quanto mais leio mais me encanto com a figura. Como não?

“If a person infected with HIV has decided not to respect abstinence, then he has to protect his partner and he can do that – in this case – by using a condom. To do otherwise would be to break the Fifth Commandment, that you shall not murder.”

"Les vrais problèmes intérieurs à l’Église ne sont-ils pas avant tout les peurs des chrétiens eux-mêmes ? L’Église décroît quantitativement, mais elle a une conscience plus vive de sa valeur et de sa spécificité; elle deviendra, espérons-le, plus fervente et plus unie comme tout groupe minoritaire. Un esprit d’émulation ou de prosélytisme est appelé à évoluer vers un climat de collaboration, d’ouverture et de tolérance."